Que a OAB não prova nada todos sabem. É, de fato, como o exame de habilitação (CNH): você aprende a fazer a prova, não a dirigir. A OAB, infelizmente, é quase a mesma coisa, exceto na decoreba, que é igual mesmo.
O artigo publicado hoje no Conjur por Lenio Streck e Alexandre Morais da Rosa (clique aqui) explica porque caminhamos para uma realidade caótica e simplificadora no Direito, fomentada por cursinhos, faculdades, professores e escritores a partir dos exames da Ordem.
É possível fazer uma generalização da mesma razão para a maioria dos concursos para carreiras jurídicas no Brasil, que busca formar apenas "operadores" (no sentido exposto no artigo) pouco críticos, sem capacidade reflexiva e compreensiva da realidade social em que atuam.
O Direito talvez esteja como está pelo fato de que tornou-se algo como fazer equações de matemática na segunda série. Estuda-se brincando, cantando, fazendo rimas e resumos tautológicos. Não que devêssemos ficar sóbrios ao ponto da chatice, claro que não. Mas o que não dá pra continuar é ensinar Direito como se fosse receita de bolo, pois isso sublima a ciência social e toda a análise filosófica, sociológica e política que permeia, simplesmente, tudo que se faz em Direito.
Boa leitura!
Nairo.
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